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Como calcular a quantidade de alimentos a ser adquirida

Como calcular a quantidade de alimentos a ser adquirida

Oi, gente! Tudo bem com vocês? 😊 Hoje vamos aprender a Como calcular a quantidade de alimentos a ser adquirida ou seja a como calcular a quantidade necessária de alimentos para comprar.

Então hoje quero compartilhar algo que me ajuda muito no dia a dia e que, com certeza, vai facilitar sua vida também: como calcular a quantidade de alimentos que precisamos comprar, usando dois aliados super importantes — o per capita e o fator de correção.

Confesso que, antes de entender direitinho esses conceitos, eu errava bastante: ou comprava comida demais, gerando desperdício, ou faltava ingrediente na hora do preparo… um sufoco! Mas depois que aprendi a usar essas ferramentas, ficou tudo mais prático e organizado.

Você já passou pelo sufoco de comprar comida a mais e ver parte dela estragar? Ou, pelo contrário, já viveu a situação desconfortável de faltar alimento na hora da refeição, deixando clientes, pacientes ou colaboradores insatisfeitos?

Pois é… eu também já estive dos dois lados dessa balança. E foi justamente por isso que decidi me aprofundar nesse tema tão crucial: como calcular a quantidade certa de alimentos a ser adquirida.

Hoje quero compartilhar com você não só os cálculos e a parte prática, mas também os aprendizados que vivi na pele trabalhando em Unidades de Alimentação e Nutrição (UAN).

Ao final deste artigo, você vai perceber que calcular bem a quantidade de alimentos não é apenas uma questão de números: é uma forma de evitar desperdícios, reduzir custos e garantir refeições de qualidade para quem você atende.

Então, bora aprender juntos? No final, me conta o que achou e compartilha esse conteúdo com quem também precisa dessas dicas!

Por Que Esse Cálculo É Tão Importante?

Quando pensamos em alimentação coletiva – seja em hospitais, escolas, restaurantes corporativos ou qualquer outra UAN –, cada refeição precisa ser planejada com extremo cuidado.

Se compramos demais:

  • O alimento pode estragar.

  • O estoque fica abarrotado, sem espaço para uma boa organização.

  • O custo aumenta, comprometendo a lucratividade.

Se compramos de menos:

  • Falta comida e as pessoas não ficam satisfeitas.

  • A imagem da empresa pode ser prejudicada.

  • A equipe da cozinha sofre pressão extra para improvisar.

Ou seja, não existe espaço para achismo. É preciso calcular com base em técnicas. E é exatamente isso que vou ensinar a seguir.

O Passo 1: Conheça o Público Que Você Atende

Antes de pegar papel e caneta para fazer contas, é fundamental entender para quem você está servindo. Cada público tem necessidades e padrões de consumo diferentes.

  • Em escolas: as porções são menores, mas precisam ser balanceadas e atrativas.

  • Em hospitais: há dietas específicas, muitas vezes individualizadas.

  • Em restaurantes empresariais: os colaboradores costumam consumir porções mais generosas.

  • Em restaurantes comerciais: o consumo varia muito conforme o perfil da clientela.

Ou seja, não adianta aplicar uma fórmula pronta sem observar a realidade do seu público. Esse olhar atento é o que diferencia uma gestão de qualidade de uma compra sem estratégia.

O Passo 2: Trabalhe com o Per Capita

Um termo que você vai ouvir muito quando se fala de planejamento de refeições é o per capita. Mas o que ele significa?

Per capita nada mais é do que a quantidade média de determinado alimento consumido cru por pessoa.

Então antes de começar, vamos relembrar o que é per capita e fator de correção:
  • Per Capita é a quantidade de um ingrediente utilizado na receita na sua forma crua e limpa para uma pessoa. 
  • Fator de Correção ou IPC é um indicador que analisa a relação entre o Peso Bruto (PB) e o Peso Líquido (PL) de um alimento. Então por meio dele podemos analisar as perdas que ocorrem durante o pré-preparo dos alimentos.

Afinal, quem nunca tirou casca, semente ou gordura de um alimento, né? Pois é… tudo isso precisa ser considerado.

Nem todo alimento comprado é 100% aproveitável. Cascas, sementes, ossos e até mesmo a perda no cozimento precisam ser considerados.

É aí que entra o Fator de Correção (FC), também conhecido como Índice de Parte Comestível (IPC).

Exemplo:

  • Você compra 10 kg de batata crua, mas depois de descascar e limpar, sobram apenas 8 kg para uso.

  • Isso significa que o fator de correção é 10 ÷ 8 = 1,25.

Ou seja, para obter 8 kg de batata limpa, você precisa comprar 10 kg.

Aplicar o fator de correção é indispensável para evitar falhas na compra.

Então, com esses dois elementos combinados, conseguimos calcular exatamente quanto precisamos comprar. Assim ninguém passa fome e, o mais importante: evitamos o desperdício! ♻️

O Passo 3: Como calcular a quantidade de alimentos a ser adquirida

Para calcular a quantidade de alimentos a ser adquirida precisa utilizar os valores de per capita, fator de correção (FC) e número de refeições, com a fórmula:

Q.A. = número de refeições x Per Capita x Fator de Correção

📌 Só para lembrar:
Q.A. = Quantidade a ser adquirida
PC = Per Capita
FC = Fator de Correção

Mas atenção: depois de fazer essa conta, eu sempre adiciono uma margem de segurança, que pode ser de até 10%. Isso é super importante porque imprevistos acontecem: pode ter uma perda no armazenamento, algum alimento estragar, ou simplesmente aparecer mais gente para comer! 😅

Primeiro exemplo: carne para um almoço de 150 pessoas 

Imagina que preciso comprar carne para um almoço com 150 refeições. O per capita que defini foi 120g por pessoa e o fator de correção da carne é 1,17. E claro, para garantir, vou adicionar 10% de margem de segurança.

Vamos lá:

📌 Primeiro anoto as informações:

  • Número de refeições: 150

  • Per Capita: 120g

  • Fator de Correção: 1,17

  • Margem de segurança: 10%

Agora aplico a fórmula:

Q.A. = 150 x 120 x 1,17 = 21.060 g ou seja 21,06 kg.

Agora adiciono a margem de segurança:

Então para adicionar a margem de segurança, você tem duas opções, regra de três ou multiplicando direto. Nesse último você vai  mutiplicar o valor da quantidade a ser adquirida por 1,10 que siginifica 110%. Automaticamente ao multiplicar você já vai estar adicionando os 10%.

21,06 kg x 1,10 = 23,166 kg

Então eu compraria cerca de 23,2 kg de carne.

🔹 Dica minha: sempre arredonde para cima! Melhor sobrar um pouquinho do que faltar, né?

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Então acho muito mais prático já fazer o cálculo do valor direto do que fazer por regra de três. Imagine se fosse 20% a margem de segurança, era só multiplicar o 21.060 vezes 1,2.
E se fosse 30% a margem de segurança, era só multiplicar o 21.060 vezes 1,3 que daria o valor total adicionando essa porcentagem. Então fica a dica aqui para quem quiser utilizar!

Segundo exemplo: salada de frutas para 200 pessoas! 🍊🍌🍍

Agora vamos deixar a carne de lado e pensar numa salada de frutas deliciosa para 200 refeições. Para essa receita, escolhi laranja, banana, mamão e abacaxi. Só que… e os per capitas? E os fatores de correção?

Sempre que tenho dúvida, recorro aos livros técnicos ou fichas de alimentos. Dá só uma olhada no que encontrei:

IngredientePer Capita FC
Laranja301,50
Banana prata201,55
Mamão301,50
Abacaxi201,93

Agora aplico a fórmula para cada fruta e depois adiciono a margem de segurança.

Laranja:
Q.A. = 200 x 30 x 1,50 = 9.000g → adicionando 10%: 9.900g ou 9,9 kg

Banana:
Q.A. = 200 x 20 x 1,55 = 6.200g → com 10%: 6.820g ou 6,8 kg

Mamão:
Q.A. = 200 x 30 x 1,50 = 9.000g → com 10%: 9.900g ou 9,9 kg

Abacaxi:
Q.A. = 200 x 20 x 1,93 = 7.720g → com 10%: 8.492g ou 8,5 kg

 

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🔸 Olha só como ficou minha lista de compras:

Quanto comprar de frutas para fazer salada de frutas (laranja, banana, mamão e abacaxi) para 200 refeições, com margem de segurança de 10% ?

Veja como ficou nossa lista de compras:

Lista de comprasQuantidade
Laranja9,9 kg
Banana prata6,8 kg
Mamão9,9 kg
Abacaxi8,5 kg

Considere Variações de Consumo

Outro ponto importante é lembrar que nem todas as pessoas comem a mesma quantidade. Algumas comem mais, outras menos.

Para lidar com isso, costumo acrescentar uma margem de segurança de 5 a 10% na quantidade calculada. Assim, evitamos o risco de faltar comida.


Organize um Histórico

Na prática, o que mais ajuda a refinar os cálculos é criar um histórico de consumo.

Eu sempre recomendo que, a cada refeição, a equipe anote:

  • Quantidade preparada.

  • Quantidade consumida.

  • Quantidade de sobra.

Com o tempo, você terá uma base sólida para prever o consumo real do seu público, tornando as compras ainda mais precisas.


Ferramentas Que Podem Ajudar

Hoje em dia, não precisamos fazer todos os cálculos à mão. Existem várias ferramentas que podem facilitar:

  • Planilhas de Excel personalizadas: fáceis de montar e adaptar.

  • Softwares de gestão para UAN: oferecem relatórios completos.

  • Aplicativos de controle de estoque e compras.

O importante é escolher uma ferramenta que se adapte à sua rotina e realmente seja usada.

Benefícios de Calcular da Forma Certa

Quando aplicamos esse método no dia a dia, os resultados são muito claros:

  • Redução de desperdício: menos comida indo para o lixo.

  • Controle de custos: compras na medida certa.

  • Organização do estoque: mais espaço e menos confusão.

  • Qualidade no atendimento: clientes e colaboradores satisfeitos.

  • Segurança para a equipe: a cozinha não precisa improvisar.


Erros Mais Comuns Que Você Deve Evitar

Depois de muitos anos nesse universo, posso dizer que existem alguns erros recorrentes que atrapalham bastante:

  1. Não considerar o fator de correção.

  2. Esquecer o rendimento após cocção.

  3. Comprar sempre a mesma quantidade sem observar o consumo real.

  4. Não registrar o histórico de sobras e faltas.

  5. Ignorar as particularidades do público atendido.

Se você evitar esses deslizes, já estará muito à frente da maioria.


Conclusão

Calcular a quantidade de alimentos a ser adquirida é, ao mesmo tempo, arte e ciência. É ciência porque envolve números, fórmulas e técnicas. Mas também é arte porque exige sensibilidade para observar o público, ajustar margens e aprender com a prática.

Eu posso garantir que, depois que você dominar esse processo, sua cozinha vai ganhar em eficiência, economia e qualidade.

E agora eu quero saber de você:
👉 Já aconteceu de faltar ou sobrar comida na sua operação?
👉 Quais estratégias você já usa para calcular as quantidades certas?

Compartilhe suas experiências nos comentários! Vamos trocar ideias e construir juntos uma gestão cada vez mais profissional e consciente.


📌 Dica final: se esse conteúdo te ajudou, compartilhe com colegas da área. Assim, mais profissionais podem evitar desperdícios e transformar a forma como gerenciam suas cozinhas.

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